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Findo o processo eleitoral, país voltando a normal, acho que podemos começar a fazer algumas reflexões a respeito.A camapanha, morna na maioria das vezes,teve ainda assim alguns momento interessantes. Um deles, talvez um dos mais emblemáticos, foi a fala do ex-presidente FHC, ao dizer que o presidente Lula dividiu o pais em dois, ao comentar o resultado das eleições do primeiro turno em que o presidente reeleito obteve maioria de votos no norte e nordeste, tidos e havidos como redutos do atraso, seara de coroneis, paraiso do analfabetismo politico.
Senhores e senhoras ilustres e outros nem tão ilustres assim, avaliaram os resultados, explicando que o "povo", esta entidade amorfa e sem vontade ou expressão, votava com o bolso, com o estomago, pela esmola do bolsa famila e por aí vai. Ora, então qual é o problema, eu me pergunto? não é assim que votamos todos? De acordo com o próprios interesses e principalmente com o bolso? Não vota com o bolso, e consequentemente com o estomago, o produtor que quer mudança no cambio, desvalorização do real para diminuir os seus custos de produção? Da mesma forma o exportador? Não vota com o bolso o empresário que quer um Estado menos presente no mercado, a não ser que seja para favorece-lo? Não vota com o bolso quem quer impostos baixos (e sejamos sinceros, bom seria imposto nenhum), juros compatíveis? Então onde está o problema?
Acredito que o problema está em reconhecer direitos de opnião a quem muitas vezes nem acreditamos ou sabemos que existe. A enxergar, como diz a música, que existe um mundo fora da sua janela, e que tem planos e adivinha, sua vontade não é igual a deles. Gente que não ouve sua musica, não compra na sua loja porque não se enxerga nela. E que , gostando ou não é bom se acostumar. Vieram para ficar.
Uma grande noite para todos
Escrito por escrito por NaNa às 22h34
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